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    LEGISLATURA 2017-2020
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    Messias Inácio Bezerra
Data: 22/10/2012 Hora: 00:00:00
História do Município
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Origem do nome

Há dúvidas quanto à origem do nome do município. O que consta é que de Sesmaria dos Cocais em 1893, passou a se chamar bairro do Santiago em 1900.

Tudo indica que o nome tem a ver com um sitiante espanhol, dono da maior parte destas terras, que se chamava Santiago.

Com o passar dos anos, por causa da curva que fazia no final da rua boiadeira, por onde os tropeiros passavam e às vezes paravam para pernoitar, o nome Dobrada foi surgindo.

Os tropeiros diziam um para o outro que, quando passassem pelo povoado, parariam na dobrada do Santiago para descansar. Daí surgiu o nome Dobrada.

Nota: O Dr. Carlos Pinto Alves citou na carta que estas terras provavelmente levaram o nome de Posses.



Primeiros sinais de progresso

Um dos primeiros benefícios que a crescente população recebeu foi o prolongamento dos trilhos da EFA - Estrada de Ferro Araraquarense, em 1908.

Aqui na região o café prosperava e, então, era importante que o trem viesse até ao povoado para buscar o produto que era transportado ao porto de Santos.

Os trilhos, de bitola estreita, passavam atrás da chácara Espaço Livre, antiga Fazenda Nossa Senhora Aparecida (também conhecida como Faz. Do Galego (Alberto Maceck)), em frente ao bar do Bastião e, cortavam o centro do povoado, hoje Ruas Antonio Comar e Inácio Álvares Junior, paralela à rua Batista Barbieri, entre o Hotel da Estação de Francisco Scabello, hoje Dedé Materiais para construção e o Grupo Escolar de Dobrada hoje Dr. Celso Barbieri. Depois passavam próximo a Rua Aldo Caropreso e Rua Bento da Silva Prado onde morava o chefe da Estação Randolfo Leite (Escola Adreana Comar). A Estação era onde atualmente é a casa do Sr. Jorge Passerine. Em seguida, Rua do Lara e voltava para o cafezal sentido Santa Ernestina.

Descrição: http://www.dobrada.sp.gov.br/cache/241x165__images_foto_aerea.jpg

foto aérea de dobrada de 1939, quando a linha férrea ainda passava pelo município

 

Quatro anos depois, em 1912, chegou a iluminação elétrica em Dobrada.

O leitor deve estar se perguntando, como o povo da época se virava sem luz elétrica? É fácil de responder. Havia os lampiões a gás e a querosene e o povo simples vivia muito mais feliz. Quem acendia os lampiões, confirmado com seu neto Francisco Peres (Chicão), era o Sr. Carlos de Biasi (Carlim Prosa), que ficou com a coluna torta de tanto carregar a escada.



Dobrada tornou-se Município

Diante da solicitação dos políticos dobradenses para a criação do município, o deputado Laurindo Dias Minhoto, que era presidente da Comissão de Estatística – Divisão Civil e Judiciária e outros membros da Comissão, deu o parecer nº 10 de 1926, solicitando dados referentes à população, como: a renda dos munícipes, infraestrutura e saneamentos e outras coisas, ou seja, os quesitos não atendiam a demanda. Na realidade os políticos do alto escalão não quiseram dar a oportunidade para Dobrada.

Os dobradenses tiveram que se contentar em continuar sendo Distrito do município de Matão. Não foi possível Emancipar-se naquela época.

Nota: o senso de 1920 acusou 6.552 habitantes no Distrito de Dobrada, sendo a maioria morando nas Fazendas e a minoria dividida em 120 residências; enquanto que em Matão a população era de 20.236 sendo que a maioria vivia nas fazendas da Companhia Inglesa.

Anos difíceis

É como diz o velho ditado: “nem tudo que reluz é ouro”. Vieram então os anos de 1928 e 1929. Foram anos terríveis para todo Brasil, para o Estado de São Paulo e, principalmente, para nosso município.

A história foi marcada pela queda da Bolsa de Nova Iorque nos EUA – Estados Unidos da América – que afetou a economia cafeeira da região. Milhões de sacas de café foram arrancadas e queimadas. Muitos agricultores, desesperados, foram à falência vendo seus sonhos serem transformados em pó. Foi um abalo total.



Outro golpe

Dez anos após a crise, em 1939, o povo dobradense recebeu outro golpe. Os políticos alteraram no papel o traçado das linhas da Estrada de Ferro. Mas, somente em 1955, ela foi transferida do centro urbano, onde estava, para outro local, a 3 km de distância onde se encontra hoje e, além disso, abandonada e esfacelada.

Com a mudança da Estrada de Ferro o Distrito teve novos prejuízos.

Dobrada tornou-se Município

Passou o tempo...

A vida continuava, porém bem diferente de antes.

Em 23 de março de 1963, após 50 anos de brigas políticas, foi realizada uma reunião, na casa do Liberato Felipe Meloni, para tratar de um assunto que foi de suma importância à sociedade da época. Tratava-se de reiniciar o movimento com um único objetivo: buscar a tão almejada Emancipação Politico-Administrativa do município.

Aquela seria a hora para os cidadãos dobradenses darem outro passo para a liberdade política.


A dura tarefa

Toda população foi esclarecida sobre o tal assunto.

Os políticos achavam que, como município, a história seria diferente e o mesmo poderia se desenvolver mais. Sendo assim, houve manifestação da maioria em favor da Emancipação.

Com todos os dados necessários em mãos, uma Comissão formada por políticos dobradenses partiu para São Paulo. O objetivo da viagem era entregar ao deputado Cyro Albuquerque, então presidente da Assembleia Legislativa Estadual da subscrição dos eleitores dobradenses, os documentos solicitando mais uma vez a autonomia política e administrativa para a sua cidade.

O pacato e velho Distrito vivia momentos de alegria e, ao mesmo tempo de angústia. Não foi tão fácil assim!

Após um ano de espera foi sancionada uma Lei que poderia ser a que daria autonomia ao Distrito. Houve, porém, uma dura resistência por parte da oposição, tanto de Dobrada quanto de Matão. Até mesmo o governador Ademar de Barros se opôs contrário ao projeto, vetando a lei que elevaria o Distrito de Dobrada a município.

Perseverança foi o lema que os políticos de dobrada assumiram para conseguir o que queriam.

Empurrados pela maioria da população, eles foram à capital, novamente, para pressionarem os deputados. O objetivo era para que os mesmos rejeitassem o veto.

A partir daquela data estava criado o tão sonhado município de Dobrada, pela lei nº 8.092 de 28 de fevereiro de 1964.

NOTA: A população de Dobrada dava uma atenção especial à vida política. Não se encontrava dividida em Partidos Políticos, mas sim em Grupos Políticos.

A instalação do município

Ao término das festas comemorativas da criação do Município, todas as forças políticas se uniram para tratar da sua instalação. Assim sendo, em 28 de março, depois de um ano de preparação, o mesmo foi instalado solenemente.

Em sete de abril realizaram-se as primeiras eleições para a escolha do primeiro prefeito e vereadores. Os mesmos tomaram posse uma semana depois.

A partir daquela data, Dobrada não dependeu mais politicamente de Matão e passou andar com as próprias pernas. Iniciava-se, assim, uma nova fase na história deste município tão polêmico e problemático.

fonte: Gilberto Bertonha

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Dia 06 de novembro de 2017 às 20:00hrs
LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL